Sábado em festa,
Solte a magia,
Saia na rua
Em plena folia.
Afaga um beija-flor,
Pura flor.
Bica, leva o perfume,
De flor em flor.
Sorria o sonho,
Navegue...
Mas jamais te esqueças...
Tens perfume de jasmim,
Entre anjos e querubins.
Sorria....é festa...
Carlinha

Não busco o amor correspondido,
Doce templo, retalhos de cetim.
Vivo o amor, plantado em minha janela,
Com gosto de chocolate,
Espumas na banheira...
Doce flor, amor é amor,
Chega e ocupa o coração da gente.
Fica a saudade plantada no peito.
Não preciso do amor correspondido.
Preciso amar...
Correspondido ou não,
O que importa?
Amor é amor.
Navego seu mar...
Doce flor...
CaRlInHa
Retornei...
Sonhando as portas de casa,
Olhando pelas janelas...
Fitando o Sol e as ruas.
Senti saudades de casa,
Senti saudades de mim,
Daquele tempo que morava ali.
Recordei cada canto,
Em cada canto quanto encanto.
Ouvi os pássaros no quintal,
Cantando seu canto,
Seu canto em mim.
Senti saudades de tudo,
Mas acho que renasci,
Na saudade cada canto,
Faz parte de mim.
Hoje volto pra casa,
De mala na mão,
Minha mala, minha casa.
Minha casa, meu coração...
CaRlInHa
Lutamos como guerreiros,
Plantamos no chão alheio,
Laços de amor e fé.
Mas o destino descontente,
Vem e derruba sua força,
Num segundo joga a lança.
Muda o destino outra vez...
Mutações geram vulcões,
Dentro do peito da gente.
Feito rio eu vou ficar,
Fitando as águas que descem...
E se o rio vier a secar,
Viro gota numa nuvem.
Escondo-me do destino.
E na gota vivo versos,
Nos versos a amplitude.
Os meus versos??
Sem destino...
CaRlInHa
Falava o poeta:
- Lua é Lua...,não fala, não dorme,
- Rio é rio..., não anda, não chora,
- Sol é Sol..., não aquece o amor,
- Estrelas são estrelas, nada mais que estrelas!!
E eu cá a pensar...
Eu moro na Lua...
Na luz das estrelas...
Sonhando com o Sol...
Num rio de lágrimas...
Poeta esquisito aquele...
CarLiNhA
Recomeço.
Já nem sei como e por onde.
Coloco minha cruz em um canto.
Divago na noite um canto.
Ensaios em minha alma triste.
O corpo feito estandarte,
Querendo acompanhar obra e arte,
Desfaz-se em pedacinhos.
Olho a luz...
Quantas almas viveram
De noites em soluços?
Gemidos escondidos...
Me recolho na paz.
Em meio da procissão,
Levando um terço na mão.
Ajoelhada a seus pés,
Posto que o sonho não morre.
Vivo o sonho.
Amanhã??Quem sabe...
Carlinha
A vida não tem dó,
Num segundo dá um nó,
Muda o destino da gente.
Viro pó.
Este nó, moendo, doendo
No peito.
Estou só,
Perdida no tempo,
Vagando nas ruas,
No meio da noite ,fria.
Só o pó... o resto do que sobrou...
Puro pó...
Triste destino.
No pó vou ao vento,
No vento me perco.
Agora só o nó...
Nem o pó...
CaRliNha

Olho os versos, as poesias,
Falam de amor, amor de amante,
Amor de pai, amor de mãe,
Amor de filho, amor com sexo,
Sexo sem amor,
Quanto amor em tantos versos.
Sempre colorindo o amor,
Alguns na cor da ilusão,
Outros na lágrima e na dor,
Na saudade, na esperança,
No amor passageiro,
No amor duradouro...
Mas sempre falam de amor...
Tem amor de todo jeito,
Um mesmo amor pra tantas formas,
Na forma da expressão.
Todo mundo quer o amor,
Muitos não encontram, mas amam.
Pra onde foi o amor?
Se todo mundo fala, por que não o vive?
Se o vive por que a lágrima se faz para tantos?
...Fundamental o amor, necessário saber vive-lo!
Mas...Onde está meu amor??!!!
CaRliNhA
Meu anjo e o teu querubim.
Na guia o Senhor do Bonfim.
No chão um laço num traço.
Num ponto traçado no espaço.
Na cama nós dois entre abraços,
Na roupa um eterno cansaço.
Deliramos no afago e no tato.
Explosão...
No ritmo o amor.
No sexo o prazer.
Dançam estrelas,
Elípse, Ápice.
Emudecemos...
No amor...enlouquecemos!!!
CaRlInHa
Os versos
Pedem silêncio.
Coração em explosão,
Voando pros quatro cantos.
Sentado na Lua,
Olhando pra rua
E sonhando seus versos.
Coloco meus pés no vento.
Sigo esse tempo.
Agora sem tempo,
Perdidos no tempo,
Jogados no vento,
Voando pras ruas,
E vivendo dessa noite...
Noite...Nua...
Nos versos infinitos
Moram a dor.
Na barranca do riacho,
Nos versos que gritam.
Sentados na lama,
Fitando o Sol,
Falando poesia,
Roçando tua rua.
Vagando nos cantos,
Das vozes ausentes,
Plantados no pé
De uma noite escura.
Sonhando as estrelas
E morando na Lua.
Que a paixão em desatino,
Dê lugar ao destino.
Almas que se encontram
E navegam um só hino.
Solidão,
[Des]compasso,
[Des]pausado,
A sombra do poeta emerge.
Na [in] quietude
Que ora vive,
Ora triste,
Ora vazia.
Ritmos do meu coração,
Que ora busca,
Ora foge,
Numa eterna solidão.
Ocupo meu canto,
Divagando a poesia.
Percorrendo meu espaço,
Na dança da melodia.
Na paz vem meu traço,
Na luz onde passo,
Traduzem seus versos,
Você...meu compasso.
Jogado em meus braços,
Nos braços do tempo,
Sob a chuva fria,
Na fúria do tempo.
Agora estrelas cadentes,
Jorrando em nós
Versos de amor profundo,
Que compõem a vida em nós,
Eternos versos,
Plantados no peito,
Jogados no vento...
Na calçada da minha rua
Fito a Lua.
Penso em você...
Nas pessoas que passam,
No silêncio, sua voz,
Um abismo, um nó.
Recolho teus versos,
Jogados ao léu,
Pedaços do céu.
Guardo-os comigo,
Dentro da alma,
Na espera calma
De quem ama...
Vago nas ruas.
Afago os versos,
Que estão por vir.
Na chuva fina
O frio, calafrio...
Enigmas, dores que gritam,
Na Lua a escuridão.
Meu pranto rola,
Não sei se chuva,
Não sei se choro.
Misturo-me com a chuva,
Que pinga em meus olhos...
Toda lágrima...
Poesia é vida,
pulsante,
na alma do poeta.
Se não a fazemos,
morremos.
Os versos sufocam,
a boca da gente.
Busco almas
Busco almas de amor
Mas também as almas
Afugentadas pela dor
Quero colorí-las
Mostrar estrêlas no céu
A beleza do mar
E a alegria do cantar
Quero multiplicar
No pranto, as alegrias
Nas tristezas, os risos
E dividir o amor
Dividir o amor
Pra tantas almas
E colorir novas vidas
Novas almas
Pintasse você, a sua alma
Da cor do sorriso
E verias o mais lindo arco-íris
O arco-íris chamado viver!!!
A poesia, entra no ar
Divagam inspirações, lembranças
Noites mal dormidas
Dormi em seus braços
Nele acalentei sonhos
Que certamente, nunca pude sonhar
Aqui viestes como pássaro
Sem contos ou poesias
Simplesmente por vir
Para marcar sua presença
Advinda do nada?
O nada já é um sinal
Ainda que reticências
Mostra que a fragilidade
Do poeta
Não ficou perdida no ar

Em busca da eternidade
Me perdi
Amores frios, horas vazias
Onde trovas e versos
Mergulham
Sem sentido algum
Quisera minha alma
Buscar outras almas
Que procuram estar juntas
Dentro da eternidade
Diria o poeta:
- Alcancei a plenitude!!
- Já não vou andar sózinho,
Nem aqui nem noutro mundo!!!
De todas as minhas quimeras
Quem deras...
Você foi a mais bela!
Numa visão exótica
Uma paisagem ótica...
Jamais vista!
Meu coração ao te ver...
Enlouquecia...
Nada via!
Teu perfume,
Inundava minha alma,
Pronunciava teus versos.
Flor em toda a sua
Formosura, tu és
Minha eterna rosa
No meu jardim da vida..
Flores
Flores, nuas, livres,
de todas as cores, flores,
que toquem os sinos,
que calem os hinos,
pois é época de flores,
que bendigam a romaria,
que dancem a luz do dia,
que os poetas bebam arco-íris de luzes
e risquem o céu num silêncio vermelho,
Pois é época das flores, de todas as flores,
e livres estão nossos sonhos, nossos amores,
livres estamos de todas as culpas,
livres estamos de todas as dores,
livres estamos de todos
livres estamos,
estamos
nas flores.
Divaga o poeta
Em versos desconexos
Sem rimas
Sobrevoa o próprio ar
Espero seja
Reflexos
Acorda às cinco.
Segue os passos.
No paletó seus versos.
Guardados no bolso,
Ainda adormecidos
No amanhecer.
A folha branca
Que espera
O anoitecer.
Lá vem o poeta,
Cansado, do trabalho,
Num dia agitado.
Traz no bolso,
Alguns rascunhos,
Depois do banho,
as poesias ganham vida.
Saem pela boca,
Pelos olhos do poeta.
Agora,
Dorme o poeta,
Em seus sonhos, outros versos,
Dorme poeta!!
Tá na hora,
Acorda poeta!!
E viva mais um dia,
Sonhando acordado!!!
Penso em Vinicius
O poeta-canção
¨No seja eterno enquanto dure¨.
Corações que se fitam,
E no adeus deixam pra depois,
O próprio amor.
Amor-desamor...
Quanta paixão,
Cabe nun coração??
Indago...
Quisera ter um só amor.
Mas me falam...
A cada amor um novo renascer.
Triste coração
De um poeta
Que exala em versos.
E seu coração
Sempre perece,
Amando enaltece,
Como um beija-flor,
De flor em flor...

Quero embalar teus versos
De poesia e canção.
Brindemos ao sabor da vodka,
No copo a cereja,
Lembra o teu coração.
Em versos desconexos,
Canto a nossa canção.
Brindo nossa lentidão,
Na espera, ausência triste,
De um beijo.
Essa rouquidão, nos lábios que gritam,
Nas mãos que procuram,
Um sentido único.
E que no beijo ausente
Buscam o presente,
E sei, pressentem....
São duas colunas
A da ordem,
A da desordem.
Ambas refletidas
Em minha alma.
A da desordem
Me envolve,
Em sentimentos loucos
Querendo levar meu corpo,
Num universo louco.
A da ordem,
Me chama para a vida,
Num sentimento refletido.
Me embaraço
Diante desse fato.
Paro e penso,
Nada faço.
Divago no espaço...
Eu espero pelo tempo
Pulsante em meu peito.
Espero pelo desejo ardente,
Do beijo ausente,
Eternamente presente.
Em meus versos, minhas rimas,
Espero de forma presente,
Jamais serei ausente.
As suas mãos buscam as minhas,
O teu olhar
Que nos meus,
Também divagam,
Em versos e rimas.
Visão Orkutiana
A boca chora
Falava o poeta
O olho na expressão gótica
É triste
Refletia a poetisa
Desdenhavam
Nada viam
Na imagem ali vivida.
A vida da boca
Só expressa a sedução.
Na chuva lá fora,
O olho enxergava,
As delícias da poesia.
Escondida,
Apreciava,
Os lindos versos
Do poeta.
sem choros...
Sem lágrimas...
Meu destino morreu
Com as asas do tempo
Com as asas do vento
No meio do tempo
Meus pés que não pisam
O chão,
Na chama inflama.
Nas lembranças,
Ainda ardem.
No fogo
Que o coração exala.
Pura paixão,
Esse meu coração
Poesia é vida,
pulsante,
na alma do poeta.
Se não a fazemos,
morremos.
Os versos sufocam,
a boca da gente
Vida
Essa incógnita esquecida..
num canto,
quem sabe num ponto,
num botequim,
na calçada, na janela,
se sobrepondo,
com tanto encanto!!!
Eu espero pelo tempo
Pulsante em meu peito.
Espero pelo desejo ardente,
Do beijo ausente,
Eternamente presente.
Em meus versos, minhas rimas,
Espero de forma presente,
Jamais serei ausente.
As suas mãos buscam as minhas,
O teu olhar
Que nos meus,
Também divagam,
Em versos e rimas.
Em busca da eternidade
Me perdi
Amores frios, horas vazias
Onde trovas e versos
Mergulham
Sem sentido algum
Quisera minha alma
Buscar outras almas
Que procuram estar juntas
Dentro da eternidade
Diria o poeta:
- Alcancei a plenitude!!
- Já não vou andar sózinho,
Nem aqui nem noutro mundo!!!
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