Olha só,
obra é arte...ou puro desastre, não me angano, insisto sim,
treinar algo que não domino é coisa postulada daqui pra frente,
não sou uma cara tarada, to brincando de escrever...

Flora cora.
No cetim, nua.
Na virilha despida.
Exalando o rosa, virilha.
Escorrem nos dedos, libidos.
Afaga a vulva, gemidos.
Penetra outro corpo,
Giros leves, profundos.
Flora escorre,
Queimando no cetim.
Na boca o mel do orgasmo.
Flora estoura.
Roendo todos os ossos,
Sugando todos os ais.
Profanando orgasmo,
De quatro, no quarto.
Na vulva, cansaço ficou,
Escorrendo todo o mel,
Daquela noite sem céu.

CaRlInHa

 

 

O Pai Nosso começara,
Oração de entrada,
Pra sala de aula.
Os alunos em fila,
E a cabeça no vento.
Eu ficava por ali.
Rezava, mas via,
Mais pedia do que agradecia.
Lembrava o caminho de casa.
A igreja que passara.
agora em reforma.
Reformulada??Não sei...
Afora a igreja há um Deus.
Eu via o moço da esquina,
Feito estátua, todo dia,
Num jeito de quem já tá indo,
Pro trabalho outra vez.
A rua cheia de areia,
Sujava meus pés.
lembrava a areia da praia.
Eu pensava nas ondas
Que batem forte agora.
Jogam-me pra todo canto,
E não me dão canto algum.
Perdida nos meus pensamentos,
O sino toca.
Eu me toco.
Mundo tá batendo na porta.
Agora tenho que ensinar.
Melhor, técnicas de sobrevivência,
Afora o be a bá, vão precisar.
Calo pensamentos.
Sobrevivem a sala de aula.
Trombando nas carteiras,
Cadeiras e portas.
Inquietos, perturbam-me.
Gritam a insegurança do mundo.
A minha..a sua...
Escorrem no cesto do lixo.
Apago meus pensamentos.
Coloco o giz na sacada.
Desenho o be a bá do dia a dia,
Na lousa enfraquecida.
Envelhecida pelo tempo...
Me vem a paz!!!

CaRlInHa

Vão acordar...
Palavras.
Vão pontuar...
Estradas.
Vão acariciar...
Pessoas.
Minúsculos seres,
Abstratos.
Vagam...
Na ignorância
Do concreto,
Sonham...
Indefiníveis histórias,
Abstratas.
Exalam...


CaRlInHa

Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr
essa é trágica!!!
Mas vou postar, um dia vou olhar pra ela e dizer...
nossa, aprendi a falar de amor....agora tenho um correspondido,
essa aqui é pura dor de corno hehehe


Tremo...
As mãos afagam
Palavras que nascem.
Como se fora,
Seus primeiros passos...

Seu primeiro choro,
Seu primeiro grito.
Debalde gritam,
Prendem-se estagnadas,
A solidão e ao medo.

Exalam flor de amor semente,
De promessas esquecidas.
Carrega no peito a tristeza,
De promessas já vividas.

Meu coração burbulha,
Diante do frio, do calor,
Estremecem quando versam,
Nas palavras, o amor.

Amor que levo em meu peito,
Que nem mesmo tem presente,
Fitam o azul do céu,
Respingam a dor que ora sentem.

Teu corpo fita outro corpo,
Outros olhos, não os meus.
Outros sonhos, sonhos teus.

Guardo meu amor semente.
Algemas atadas entre si
Num oceano sem fim...

CaRlInhA

ahahahahahahahaha, tudo bem...tá horrível!!!
eu não sei falar mesmo....


E o danado veio,
Só mesmo pra enlouquecer.
Em vez de um veio três,
Que assim me acabam de vez.
veio para tirar meu sono,
Pra me enganar de uma vez.
jogou pedra em meu telhado,
Cotucou com vara curta.
Vou jogá-lo em minha cama.
Escravo dos meus versos será.
Na caverna do diabo,
Sangrarás, gritarás.
Enchendo a cama de delícias,
Nos meus versos morarás.
Exalando teus espinhos,
Sangrando a beira do abismo,
Puro orgasmo.
Na minha cama, intacto,
Vertido em meus delírios,
Vagarás....

CaRlInHa


O mundo...
Reformulado,
Postulado,
No anexo,
Sem nexo.
Ditador,
Inspirador...
O mundo voou dos
Meus versos.
Apático,
Alheio,
De ruídos loucos.
Submersos no nada,
Voou...
Nos afagos sem beijos,
O mundo voou.
Fito o mundo,
Profano,
Sorrindo...

CaRlInHa

 

A folha por si só chorava.
No grosso da tinta escorria.
Vivendo na luz, utopia.
Na sombra de imenso azul,
De estrelas a cintilar,
A folha chorava e sorria.
Na vida, uma estrada não via.
A folha sangrava o vermelho,
Tendo na vida, os dedos,
O pranto para enxugar.
No cheiro enxofre, asfixia,
Nada via.
Nas lacunas, morria.

CaRlInHa

 

Pontos.
Indefiníveis voam.
Pontuam frases.
Pontuam a Lua.
Devoram sua rua.
Pontos jogados,
Entrelaçados.
Na espiritualidade,
Apenas pontos
De luz,
De escuridão.
Que flutuam
Na imensidão.
Pontuando a vida,
A morte.
A sua alegria e sorte.

CaRlInha

Trago meus pés descalços.
No traje um pano de chita.
Nas nãos trago a poesia.
Atadas num traço, num laço.
Na tinta que o tempo enxugou.
No relógio que quebrou.
Traço tudo que não faço.
Traço tudo num espaço.
Escorro a tinta no dedo.
Escorro a tinta no chão.
O chão me foge nos dedos.
Meus pés escorrem em suas mãos.
No descompasso e na solidão.
Vivo e canto minha canção.
A tinta na folha parece tímida.
Eu diria ela é linda.
Pintando na cor do desejo,
Dançando num vai e vem.
A tinta contorna seu corpo.
Anda versos, gira mundos.
A tinta antecede a palavra,
Que divaga em minha cama,
Andando no frio da noite,
Exalando sua chama...

CaRlInHa

O frio fizera-se intenso.
Tristes algemas ao vento.
Trazendo no céu nublado,
Meu coração aflorado.
Rasgado de amor,
Nas vestes o ocre da dor.
Mendigo da solidão.
O vento picante, corta.
Lá fora luzes foscas.
Homens em pura festa.
Na fresta declino.
Metade da Lua eu vejo.
Andarilhos se vão pela estrada.
Pedintes na contramão.
Cenários de uivos no mundo,
Perdidos na multidão.

CaRlInHa

 

 

Feito labareda

Queimo feito labareda.
Ardo a me consumir.
O ponteiro na parede avança.
Minha alma estremece.
No cálice de vinho,
Espero o porvir.
No encontro de loucos e sábios.
Num atalho, abismo,
Silêncio e morte.
Caminhando de cabeça para baixo.
Sonhando desertos
Encantadores.
Os ruídos das correntes perseguem-me.
Entre pedras e ervas.
Em meio do carvão.
Em meio de labaredas,
Pura luz...

CaRlinHa

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