O armário da sala,
De madeira envelhecida,
Ficara no mesmo canto.
Relicário do tempo,
De silêncios abismais.
Passara de mão em mão.
Chegou ali tão intacto,
Parecera que o tempo,
Nada negara-lhe.
Sua beleza continuara.
Eu fitava aquele armário,
Sua triste solidão,
Minha alma falava por ele.
Fecho o armário.
Apago a luz da sala.
O meu tempo ficara ali...
CaRlInHa
Juntei...
Teus quilos de asfixia,
Os meus de letargia.
Andavam em pedaços,
Jogados nas quinquilharias.
Escorrendo versos na agonia,
Palavras paralisavam,
Num retrocesso sem fim.
Palavras alfinetadas,
Voaram do seu jardim.
Você meu herói prosáico,
Vivendo de um mundo arcáico.
Eu sou feita maresia,
Atada em ti todo dia.
Eu brincava com os versos,
Você, vestido de Lua, afora ia.
Eu, vestida de Sol, te seguia.
Tu eras meu pão, gergelim...
O universo na contramão,
Escorrem no corrimão.
Escorrem das minhas mãos.
Correntes, algemas,
Em meio do quarto,
Lembram seu rosto.
Na letargia,
Na asfixia,
Sua voz morria...
CaRlInHa
Sentada sob minha casa,
Entre os pés de laranjeiras,
Pensamentos voam.
A tarde, parecia, dormia.
O dia nem terminara,
Mas o sol queria descansar.
Eu imaginava onde estar.
Entre portas e paredes,
Os ruídos das janelas,
Batiam em mim.
O vento caia a delirar,
Quero a teu lado ficar.
Voam fantasmas, seduções.
Revejo quartos e camas,
Nasce em mim essa chama,
Desvairadas, ruídos ardem-me.
Imensos ranger de dentes,
Agora mudos.
Anoitece, no quarto a Lua chega.
Pensamentos, portas e janelas fecham-se.
Noite aflora,
Versos bocejam,
Eu sonho.
Outra noite com você.
Toda noite...sonho...
CaRlInHa
Não é poema, poesia ou canção...é um dia
de paz, em meio do mundo tão fora do esquema da paz,
tão impróprio nas suas horas mortas, mas novidades vão
pintar...como aquele livrinho esperado, feito lenbretinho,
das melhores daqui, as abraço no afago da noite, voando espaços
que teu chão não vai pisar, tudo em vão...mas olha só a foto acima,
não é linda???Tudo bem...só queria deixar a foto, foi ela que escolhi pra hj, tá lá minha estrada....
Meus destino tocou-ne
Como flauta.
Meus dedos nem escolheram
Uma nota.
jogados a própria sorte,
Sobreviveram na força
Do tempo.
Restaram feridas,
Em carne viva,
Sangrando,
Escorrendo,
Afora a vida.
CaRlInHa
Sempre apaixono-me.
Ora pelo pensamento que passou,
Pela paixão que acabou,
Por meus sentimentos,
Num eterno ir e vir.
ás vezes julgo-me:
-Sou o próprio milagre
Da civilização!!
Mas sei...Amar eu já amo!!!
Novamente amo, como amo!!
CaRlInHa
A solidão se fez companheira,
Amiga de todas as horas,
Repensou a vida alheia,
E o tempo que corre demais.
Não sei em que espaço
de tempo fiquei,
Cheguei antes ou depois?
Pedras do passado,
Só agora caem...
Recolho-as...
São demasiadamente pesadas.
Absorvê-las seria morrer!
Caminho entre pedras e jasmins.
As pedras vou lançar pro passado.
cheirando a flor do jasmim,
Olho para frente.
O passado morreu nas asas do tempo,
Agora sem tempo...
CaRlInhA
Diáfanos como vapores,
Vão meus sonhos,
Meus amores,
Andando entre labaredas,
Feito fantasmas voadores.
Quero sentir, amar, cheirar,
Experimentar o doce toque
De um homem.
Sentir cada detalhe
Do seu corpo.
Quero um amor valente,
Que sobreviva a própria morte.
Que seja puro, completo,
E me deite em seu leito.
Mas o amor tal qual chama,
Foge....
Feito fantasmas voadores,
Voam pelas avenidas,
Perdem-se na ilusão.
E a chama passa,
E os sonhos vão...
CaRlInHa
|